Biometano já é produzido em 40 países, destaca estudo do MBC Brasil




O biometano, também chamado de Gás Natural Renovável (GNR), Gás Natural Comprimido Bio (bio-GNC) e Gás Natural Liquefeito Bio (bio-GNL), é importante para a descarbonização do transporte

Isso porque combina três atributos raramente encontrados em uma única solução: 

  • compatibilidade imediata com tecnologias e infraestrutura de veículos a gás comercialmente disponíveis; 
  • reduções substanciais de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida — especialmente quando produzido a partir de resíduos;
  • e valor sistêmico mais amplo por meio da redução de metano, gerenciamento de resíduos, reciclagem de nutrientes e segurança energética.

Seu papel mais importante é como uma solução direcionada e de alto impacto para aplicações de frotas de veículos pesados, de longa distância e cativas onde a eletrificação é mais lenta, mais cara ou 
operacionalmente limitada. 
O biometano se alinha bem com as realidades operacionais do transporte pesado.

O biometano liquefeito fornece alta densidade energética 
adequada para frete de longa distância, enquanto o biometano comprimido pode atender a aplicações de curto alcance. 

Esses combustíveis podem ser usados ​​em tecnologias de veículos existentes e aproveitar parcialmente a infraestrutura de gás atual, permitindo uma implantação mais rápida em comparação com soluções que exigem sistemas totalmente novos.

O biometano já é produzido em cerca de 40 países em todo o mundo e usado como combustível para transporte em quase 30 mercados, com implantação em escala comercial em mais de uma dúzia de países — principalmente na Europa, mas em rápida expansão nas Américas e na Ásia. 

Implantação consolidada (mercados principais): ~10–12 países (1) com uso significativo em frotas (Suécia - caso de referência, Alemanha, Itália, França, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Suíça, Reino Unido, Noruega).


Uso emergente/em estágio inicial: ~15–20 países onde o biometano é usado em frotas piloto, ônibus municipais, corredores de carga; Brasil (crescimento rápido ligado à cana-de-açúcar e resíduos), EUA (GNV em caminhões, especialmente na Califórnia), China e Índia (expansão impulsionada por políticas), Espanha, Áustria, Bélgica, Irlanda. 


Imagem ilustrativa
Autoria: Vladimir Nikolic na Unsplash


As informações integram o estudo From Waste to Wheels", do Instituto MBC Brasil. 

Clique aqui para acessar a íntegra do estudo.


Postar um comentário (0)
Postagem Anterior Próxima Postagem